O mapeamento de riscos psicossociais feito pela Flora Insights na Factorial mostra algo importante. Mesmo empresas com cultura de saúde mental já madura ganham quando adicionam leitura estratégica de dados ao cuidado que já praticam.
A Factorial é uma das principais plataformas de RH do Brasil e uma HR Tech global que já ultrapassou a marca de unicórnio. Ela é mais do que cliente da Flora Insights: é parceira. Por isso, o diagnóstico não chegou para substituir nada.
Ele veio para traduzir a relação entre riscos psicossociais, saúde mental e impacto na operação. Em cerca de 30 dias de coleta, a empresa alcançou mais de 90% de cobertura e adesão.
Esse é um patamar raro em qualquer diagnóstico corporativo. No setor de tecnologia, carga cognitiva, comunicação remota e uso intensivo de IA já mostram sinais de potencializar o burnout. Por isso, esse retrato permite direcionar o esforço certo para o lugar certo.
Sobre a Factorial
A Factorial foi fundada em 2016 em Barcelona, por Jordi Romero e Bernat Farrero. Ela é uma HR Tech global de gestão de RH e Departamento Pessoal, presente em 10 países.
Segundo a própria empresa, ela ultrapassou a marca de unicórnio ao atingir US$ 100 milhões em receita recorrente anual (ARR). Isso aconteceu após aporte da General Catalyst, que elevou os investimentos a US$ 200 milhões.
No Brasil, a Factorial opera desde 2022. Hoje, está entre as 5 principais plataformas do mercado. São mais de 60 mil usuários ativos mensais e mais de mil empresas atendidas, entre elas McDonald’s, O Boticário e Unimed. Com estratégia AI First, a empresa trata o cuidado com os próprios colaboradores como parte do produto.
Quais são os riscos psicossociais no setor de tecnologia?
Em empresas de tecnologia, os riscos psicossociais têm um perfil próprio. A carga é, sobretudo, cognitiva. O ritmo intenso de entregas pesa.
A comunicação mediada por telas também. O trabalho remoto ou híbrido dilui as fronteiras entre expediente e descanso.
E a pressão por aprendizado contínuo afeta a concentração, a qualidade das interações e a energia das equipes.
O papel da IA no aumento dos riscos psicossociais
Além disso, há um fator novo: o uso intensivo de inteligência artificial. Um estudo publicado na Harvard Business Review (2026) acompanhou por oito meses uma empresa de tecnologia de 200 funcionários.
O resultado foi claro: a IA não reduz as horas trabalhadas. Pelo contrário, ela intensifica o ritmo e o volume de tarefas. Isso eleva a carga cognitiva, por conta da alternância constante de atenção e da supervisão das respostas da máquina.
Na mesma linha, o Upwork Research Institute constatou que 77% dos funcionários afirmam que a IA aumentou sua carga de trabalho. Além disso, 71% dos trabalhadores em tempo integral já apresentam sinais de burnout. Portanto, preparar os colaboradores e a operação para esse contexto é fundamental.
E é exatamente isso que a Factorial faz muito bem.
Por que a Factorial decidiu investir no mapeamento de riscos psicossociais?
A Factorial já tem uma cultura de saúde mental e bem-estar estruturada e madura. A empresa entende que cuidar das pessoas beneficia e potencializa resultados. Ainda assim, faltava olhar para isso de forma estratégica.
É aqui que a parceria com a Flora Insights fez diferença. Com sua leitura e visão estruturada, a Flora Insights traduz a relação entre riscos psicossociais, saúde mental e impacto na operação. Consequentemente, essa tradução foi fundamental para potencializar o trabalho que a Factorial já realizava.
Ou seja, o mapeamento de riscos psicossociais não substituiu nada: ele somou. Deu à cultura existente um retrato por área, função e perfil. Esse retrato é classificado pela matriz de gravidade x probabilidade da NR-01. Assim, fica claro onde cada esforço gera mais impacto.
Duas plataformas passaram a seguir uma única lógica: usar a tecnologia disponível para potencializar o ambiente da empresa.
Vale destacar ainda o efeito multiplicador desse retrato. O diagnóstico cobre o ambiente inteiro, todas as áreas, funções e perfis.
Por isso, a leitura não fica presa a impressões isoladas. A plataforma cruza os dados entre si e com os indicadores da operação. Ela revela onde uma dimensão crítica coincide com perda de energia da equipe. Também mostra onde a fortaleza de um time pode ser replicada em outro. E aponta onde o esforço de cuidado já existente precisa apenas mudar de endereço. Em resumo, visão completa é o que transforma dado em assertividade.
Como funcionou o mapeamento de riscos psicossociais na Factorial
Mais de 90% de adesão em cerca de 30 dias
Esse patamar é raro em diagnósticos corporativos. Ele reflete uma cultura que já valoriza o tema. E reflete também uma plataforma fácil de responder.
Visão complementar ao trabalho existente
O diagnóstico deu um mapa às iniciativas de cuidado que a Factorial já mantém. Assim, mostra onde cada esforço gera mais impacto.
Leitura estratégica do risco
A tradução da Flora Insights conecta os indicadores de saúde mental ao impacto na operação. Com isso, ela transforma bem-estar em pauta de gestão e não apenas de RH.
Conformidade como consequência
A documentação da NR-1 foi automatizada. A metodologia é validada, com rastreabilidade e anonimato preservado, em conformidade com a LGPD.
Por fim, há também o ganho econômico que acompanha esse retrato. Mapeamentos como esse revelam os gargalos que custam caro em tecnologia.
A sobrecarga cognitiva reduz o ritmo de entrega. A hiperconexão antecipa o burnout. E o desligamento de talentos difíceis de repor pesa no caixa. Além de manter a empresa em dia com a regulamentação, esses dados abrem caminho para uma economia real.
Pela fórmula do INSS, o FAP no piso (0,5) corta pela metade a alíquota RAT. Ou seja: até 50% de redução no custo do seguro acidentário, decidida pelo histórico de afastamentos que a gestão ajuda a controlar.
Da mesma forma, trabalhadores mais saudáveis entregam cerca de 13% mais, segundo pesquisa da Oxford/British Telecom. Já a OMS estima retorno de 4 para 1 no investimento em cuidado de transtornos mentais comuns.
Em outras palavras: compliance é a consequência, mas a eficiência recorrente é o que faz o programa se pagar.
Resultados do mapeamento de riscos psicossociais
- Mais de 90% de cobertura e adesão em cerca de 30 dias de coleta
- Visão complementar de riscos e fortalezas somada a uma cultura de bem-estar já madura
- Relação entre saúde mental e impacto na operação traduzida em indicadores de gestão
- Esforços e iniciativas direcionados por dados, para onde geram mais impacto
- Conformidade com a NR-1 documentada, com proteção jurídica
“Passamos por um período de grandes transformações internas e, como gestor generalista de RH, eu precisava de um braço direito para garantir que estaríamos no caminho certo com as atualizações da NR-1 e em conformidade com a legislação vigente. Foi exatamente isso que encontramos na Flora Insights. […] O maior ganho, sem dúvidas, veio com os resultados do mapeamento psicossocial. Hoje, temos em mãos dados profundos e reais que servem de base para planejarmos melhorias que realmente importam.” — Willy Alberini, Gestor de RH, Factorial
O que outras empresas de tecnologia podem aprender com o mapeamento de riscos psicossociais
Três lições resumem esse case.
Primeira: no setor de tecnologia, o risco psicossocial é sobretudo cognitivo.
O uso intensivo de IA é um fator novo, ele exige mapeamento específico e não um checklist genérico.
Segunda: uma cultura madura de saúde mental não elimina a necessidade do diagnóstico. Pelo contrário, ela potencializa o seu valor.
Quanto mais a empresa já investe em cuidado, mais o retrato estratégico multiplica o retorno de cada iniciativa.
Terceira: o diferencial não está em ter dados. Está em ter tradução, conectar risco psicossocial ao impacto na operação é o que transforma bem-estar em decisão de negócio.
Quer entender como aplicar essa mesma lógica na sua empresa? Confira também outros cases de gestão de riscos psicossociais no blog da Flora Insights, como o da Santil e o da Mania de Churrasco.
Perguntas frequentes
Quais são os principais riscos psicossociais em empresas de tecnologia?
Sobrecarga cognitiva, pressão por ritmo de entrega e fronteiras diluídas entre trabalho e descanso no modelo remoto ou híbrido. Some a isso a comunicação mediada por telas e a hiperconexão. O mapeamento de riscos psicossociais por área e função revela como esses fatores se distribuem na operação.
O uso de IA no trabalho pode aumentar o burnout?
Sim, e as evidências recentes confirmam isso. O já citado estudo da Harvard Business Review mostrou que a IA intensifica o ritmo e o volume de trabalho. Ela também eleva a carga cognitiva. Ainda assim, mapear o risco psicossocial é o primeiro passo para preparar colaboradores e operação para esse novo contexto.
A NR-1 sobre riscos psicossociais vale para empresas de tecnologia e trabalho remoto?
Sim. De acordo com a Portaria MTE nº 1.419/2024, todo empregador CLT deve gerenciar riscos psicossociais no PGR. Isso inclui equipes remotas e híbridas. Logo, o mapeamento documentado constitui proteção jurídica da empresa.
Minha empresa já cuida da saúde mental. Por que fazer o mapeamento de riscos psicossociais?
Porque o mapeamento dá direção estratégica ao que já existe. Ele mostra onde estão os riscos e as fortalezas por área e perfil. Assim, permite direcionar iniciativas e investimento para onde geram mais impacto. Foi o que aconteceu no case da Factorial, que somou o diagnóstico a uma cultura de bem-estar já madura e alcançou mais de 90% de adesão.
Plataforma de RH e plataforma de gestão de riscos psicossociais são a mesma coisa?
Não, e por isso se complementam. A plataforma de RH gerencia a jornada das pessoas no dia a dia. Já a plataforma de mapeamento de riscos psicossociais, como a Flora Insights, identifica riscos, traduz o impacto na operação e gera planos de ação. Ela também documenta a conformidade com a NR-1. Juntas, as duas fecham o ciclo do cuidado baseado em dados.
Sobre a Flora Insights
A Flora Insights é uma plataforma completa de gestão de risco psicossocial e saúde mental corporativa. Ela usa inteligência artificial em todo o ciclo da gestão. A plataforma identifica os riscos com diagnóstico classificado pela matriz de gravidade x probabilidade da NR-01. Também gera planos de ação priorizados e apoia a execução com trilhas inteligentes de conhecimento para redução contínua. Como resultado, a empresa ganha proteção jurídica com conformidade à NR-1 e à LGPD. Ganha também eficiência operacional e indicadores que conectam saúde mental ao dia a dia do negócio. Empresas com baixo nível de risco ainda podem emitir o Certificado de Risco Psicossocial Controlado, com validade anual.
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