Como a Mania de Churrasco transformou saúde mental em indicador de gestão e alcançou 85% de adesão no mapeamento de riscos psicossociais

Gerenciar o risco psicossocial em uma rede de lojas não é tarefa simples, ainda mais quando a operação está espalhada por dezenas de cidades e milhares de colaboradores em turnos diferentes. Por isso, quando a Mania de Churrasco decidiu ir além da obrigação legal da NR-1.

O desafio era claro: transformar um tema sensível em dado gerenciável, sem travar o dia a dia das lojas. Portanto, o case que você vai conhecer a seguir mostra, na prática, como isso é possível e por que redes de restaurantes de todos os portes podem aprender com esse movimento.

O que é risco psicossocial e por que ele importa para redes de restaurantes

Como o mapeamento de riscos psicossociais torna o investimento em benefícios mais estratégicos?

Antes do projeto, a Mania de Churrasco já investia em benefícios e suporte aos colaboradores. Contudo, faltava um retrato completo do perfil de risco para responder a uma pergunta simples: esse investimento está indo para onde realmente gera impacto? Afinal, muitas redes mantêm o mesmo pacote de benefícios para realidades de loja completamente diferentes e é exatamente aí que o mapeamento de risco psicossocial faz a diferença.

Com o mapeamento da Flora Insights, a empresa passou a enxergar o risco em várias dimensões. Como gênero, unidade de negócio, ponto de venda, departamento e tempo de casa. Esses cruzamentos, por sua vez, revelaram tanto pontos de atenção quanto fortalezas replicáveis entre unidades. Assim, o RH ganhou condições de direcionar cada recurso com precisão, em vez de aplicar a mesma solução para toda a rede.

Como funciona o mapeamento de risco psicossocial na prática

O projeto começou com a imersão da Flora Insights na estrutura da Mania de Churrasco.
Garantindo que as perguntas fizessem sentido para a realidade de quem responde, sem comprometer a comparabilidade da metodologia validada. A partir daí, o modelo de autosserviço assumiu a maior parte do trabalho operacional.

Adesão acima de 85% em 15 dias de coleta

A comunicação recorrente por diferentes pontos de contato. Somada a um formato de resposta em etapas, no qual o colaborador retoma de onde parou, sem precisar reiniciar o processo. Isso levou a adesão a mais de 85% em apenas 15 dias, superando a meta inicial. Esse número é relevante porque, em operações de loja, a adesão costuma ser o principal gargalo de qualquer diagnóstico.

Ciclo completo em cerca de 45 dias

Do setup à análise final, todo o ciclo levou em torno de 45 dias, cobrindo 37 unidades próprias sem parar a operação das lojas. Enquanto isso, a equipe de Gente e Cultura acompanhou a evolução do projeto de perto, mas sem precisar carregá-lo nas costas.

Já que o modelo autosserviço reduziu a carga operacional do RH.

Do diagnóstico de risco psicossocial à rotina de gestão

O que realmente diferencia esse case é o que acontece depois da coleta de dados. Em vez de gerar mais um relatório que fica na gaveta, a Flora Insights traduziu o risco psicossocial em indicadores que hoje fazem parte da rotina de gestão da rede.

Impacto financeiro e gestão do FAP

Um dos indicadores mostra quanto o risco custa para a operação, incluindo dados que subsidiam a gestão do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e do custo previdenciário.
Esse ponto importa porque, pela própria fórmula do INSS, o FAP no piso (0,5) corta pela metade a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (RAT).

Uma redução de até 50% no custo do seguro acidentário, definida justamente pelo histórico de afastamentos que a gestão de risco ajuda a controlar.

Capacidade produtiva e velocidade de entrega

Fortalezas e pontos de atenção por unidade

Cada loja passou a ter seu próprio retrato de risco, o que permite comparar, priorizar e agir localmente, em vez de tratar a rede como um bloco único. Portanto, a liderança ganhou uma visão executiva integrada, com planos de ação priorizados e exequíveis para cada realidade de unidade.

Risco psicossocial e turnover: de fatalidade a indicador gerenciável

Food service é um dos setores de maior rotatividade do país, e cada desligamento em loja custa caro: recrutamento, treinamento, uniforme, curva de aprendizagem e pressão extra sobre quem fica. No entanto, o que o mapeamento de risco psicossocial muda é a capacidade de explicar esse número.

Como o diagnóstico cobre toda a operação, a plataforma cruza o risco de cada unidade com a realidade daquela loja: a unidade que perde mais gente é a mesma onde a demanda está crítica? O turno com mais desligamentos é o que reporta menos suporte da liderança? Quando esse cruzamento aponta uma causa psicossocial, o plano de ação passa a atacar a origem do problema e reter talento se torna mais barato do que repor. Dessa forma, o turnover deixa de ser tratado como fatalidade do setor e passa a ser um indicador gerenciável, como qualquer outro da operação.

Conformidade com a NR-1: consequência, não ponto de partida

Ainda que a motivação principal da Mania de Churrasco tenha sido estratégica, a conformidade com a NR-1 chegou como consequência natural do processo. A plataforma emite a documentação regulatória de forma automatizada, com metodologia validada, rastreabilidade e anonimato preservado, em conformidade com a LGPD. Mais do que evitar autuação, essa documentação constitui a proteção jurídica da empresa em qualquer discussão futura sobre saúde mental no trabalho.

Resultados do case Mania de Churrasco

Em resumo, o primeiro ciclo do projeto trouxe resultados concretos:

Sobre a experiência, Silvana De Almeida, Gerente de Gente e Cultura da Mania de Churrasco, resume assim: “A parceria com a Flora Insights na pesquisa de riscos psicossociais para elaboração do plano de ação da NR-1 foi fundamental para nós. O grande diferencial foi o formato de abordagem dos assuntos, extremamente pensado para permitir uma análise estruturada e segura. Recebemos um relatório detalhado e individualizado por CNPJ, o que nos permitiu traçar ações específicas para cada unidade.”

Os próximos passos da rede já estão definidos: novos ciclos de diagnóstico e ações contínuas para reduzir riscos e tornar o ambiente de trabalho mais eficiente e protegido, mantendo a saúde mental como pauta estratégica de longo prazo.

O que redes de restaurantes podem aprender com esse case

Primeiramente, a adesão é o gargalo número um de qualquer diagnóstico em operação de loja e um índice de 85% é possível quando a plataforma facilita a vida do colaborador, em vez de burocratizar o processo. Em seguida, vale destacar que o mapeamento de risco psicossocial potencializa os benefícios que a empresa já oferece, já que o mesmo orçamento rende mais quando é direcionado por dados. Por fim, quando bem gerido, o risco psicossocial vira indicador de operação impacto financeiro, capacidade produtiva, velocidade de entrega e não apenas mais um relatório de RH que ninguém abre. Nesse cenário, a conformidade com a NR-1 vem como consequência automática de um processo bem estruturado.

Perguntas frequentes sobre risco psicossocial

Sim. A Portaria MTE 1.419/2024 não prevê exceção por porte ou setor: todo empregador CLT deve gerenciar riscos psicossociais dentro do PGR. Em redes de franquia, cada CNPJ empregador é responsável pelo seu próprio PGR.

Com uma plataforma autosserviço respondida pelo celular, comunicação recorrente por múltiplos pontos de contato e resposta em etapas, sem reiniciar o processo. Por fim, esse modelo que levou a Mania de Churrasco a mais de 85% de adesão em 15 dias.

No case da Mania de Churrasco, a coleta levou 15 dias, enquanto o ciclo completo, setup, onboarding, coleta e análise, durou cerca de 45 dias, cobrindo 37 unidades e mais de 800 colaboradores.

Mapeando o perfil de risco psicossocial por área, unidade e função. Portanto com esse retrato em mãos, a empresa direciona os benefícios e o suporte que já oferece para onde o risco realmente está concentrado, otimizando o orçamento existente.

Em parte relevante, sim. Sobrecarga, falta de suporte da liderança e ausência de reconhecimento estão entre as causas mais comuns de desligamento voluntário em operação de loja. Ao cruzar o risco por unidade com o turnover real de cada loja, a empresa identifica onde a perda de gente tem origem psicossocial e trata a causa, em vez de apenas repor a vaga.

O FAP (Fator Acidentário de Prevenção) é o multiplicador que ajusta a alíquota de contribuição previdenciária da empresa conforme seu histórico de acidentes e afastamentos. Como afastamentos por transtornos mentais impactam diretamente o FAP, gerenciar o risco psicossocial ajuda a reduzir esse custo ao longo do tempo.

Na Flora Insights, sim: a emissão dos documentos regulatórios é automatizada, com metodologia validada, rastreabilidade e anonimato preservado.

Quer saber como a sua rede pode reduzir custos, do previdenciário ao turnover e ganhar eficiência com a gestão de risco psicossocial?

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A Flora Insights é uma plataforma completa de gestão de risco psicossocial e saúde mental corporativa, que usa inteligência artificial em todo o ciclo da gestão. A plataforma identifica os riscos com diagnóstico classificado pela matriz de gravidade x probabilidade da NR-01, gera planos de ação priorizados, apoia a execução e trata os riscos de forma inteligente, com trilhas inteligentes de conhecimento para redução contínua.

O resultado: proteção jurídica com conformidade à NR-1 e à LGPD, ganho de eficiência operacional e indicadores que conectam saúde mental ao dia a dia do negócio. Empresas com baixo nível de risco podem emitir o Certificado de Risco Psicossocial Controlado, com validade anual.

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